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Formado pela Faculdade de Medicina de Sorocaba (PUC-SP), em 1963, Décio Renato Campana optou pela Otorrinolaringologia no quinto ano do curso. “A duração do meu curso médico foi de seis anos, pois não havia internato naquela época. Sempre gostei muito de clínica médica e cirurgia e achei que a Otorrinolaringologia era a melhor opção. Dei início à Residência na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, com duração de três anos, depois passei mais dois anos como assistente voluntário”, lembra. 

Posteriormente, Dr. Décio Campana prestou concurso no Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo (HSPM). “Entrei como assistente e, alguns anos mais tarde, tornei-me chefe da clínica de ORL. Sempre procurei oferecer um serviço moderno, com internos, residentes e fonoaudiólogas”, conta. 

O profissional também fez parte, por vários anos, do Departamento de ORL da Associação Paulista de Medicina (APM). “Comecei como secretário, depois vice e, posteriormente, Presidente do Departamento, onde organizei várias palestras e cursos”, relata. 

Quando questionado sobre as mudanças mais significativas que presenciou na evolução da especialidade, o entrevistado relembra que, quando iniciou a Residência, a avaliação por imagem era muito precária. “Contávamos apenas com audiometria e raio-X simples de seios da face, cavum e ouvidos (Schüller, Mayers e Stenvers). Claro que as imagens nos ajudavam, mas tínhamos de ter imaginação para sua interpretação, daí a importância da semiologia minuciosa. Anos depois, surgiu a tomografia computadorizada, que realmente é o padrão ouro em imagens. Já a ressonância nuclear magnética veio adiante complementar a avaliação de casos especiais, principalmente no comprometimento do sistema nervoso central e diagnóstico de neurinoma de VIII par craniano. A impedanciometria, o Bera e a avaliação de audição dos recém-nascidos nas maternidades são outros avanços enormes no diagnóstico”, afirma. 

Sobre a otorrinolaringologia praticada no Brasil, Dr. Décio acredita que ela se equipara ao que há de melhor do mundo, tanto na tecnologia para diagnósticos quanto em cirurgias. “Acho que ganhamos na atenção que bons profissionais dão aos pacientes. Os que foram atendidos no exterior e voltaram comentam isso em consulta”, garante. 

Já quanto à perspectiva de novidades na área para os próximos anos, o especialista destaca o uso de células-tronco em surdez sensorioneural e a cirurgia robótica. Em alguns tumores de cabeça e pescoço, elas já estão sendo realizadas. “Já tivemos avanços imensos, tais como o diagnóstico precoce da surdez na infância, próteses auditivas cada vez mais tecnológicas, microcirurgia de laringe, cirurgia endoscópica nasal, implante coclear e de tronco cerebral, cirurgias na base lateral do crânio e na base medial do crânio por via nasal e, certamente, muitas outras estão por vir”, acredita. 

Por fim, quando questionado sobre qual o segredo para, após tantos anos de vivência na profissão, seguir trabalhando com prazer, Dr. Décio Campana garante que se sente muito bem em poder ajudar as pessoas. “Sempre encontrei e até quando puder vou encontrar prazer em atender meus pacientes. Médicos em geral, para bem atender, precisam de três qualidades: conhecimento atualizado, raciocínio lógico e bom senso em suas receitas e indicações cirúrgicas. Os melhores médicos são os que põem fé e esperança nas suas receitas. Quem não sabe o que procura não conhece o que acha”, finaliza.

Para bem atender é preciso três qualidades: conhecimento atualizado, raciocínio lógico e bom senso em suas receitas e indicações cirúrgicas. Dr. Décio Renato Campana.

Texto originalmente escrito por Renato Gutierrez e disponível na edição 179 da revista digital Vox Otorrino.

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