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Por Priscila Silva, VOX Otorrino

Em entrevista ao portal VOX Otorrino, as médicas otorrinolaringologistas, Melissa Avelino e Rebecca Maunseell, explicam porque as famílias de crianças traqueostomizadas também precisam estar orientadas para os cuidados com os filhos. E ainda: a importância dos hospitais também estarem preparados.

Segundo as médicas, padronizar os cuidados oferecidos a essas crianças é imprescindível para que o tratamento tenha uma boa continuidade em casa, possibilitando uma melhor e rápida recuperação. Isso porque a traqueostomia é um procedimento cirúrgico delicado, realizado em crianças que se encontram na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a fim de facilitar a passagem de ar e garantir a respiração adequada.

Acompanhe a entrevista:

Doutoras, qual é o cenário atual quando crianças traqueostomizadas recebem alta?

Geralmente, as crianças recebem alta, sem que as famílias recebam orientação sobre a continuidade dos cuidados especiais que elas precisam, para que não haja complicações futuras. Nosso objetivo é despertar a consciência do Sistema Único de Saúde (SUS) para que, primeiro, os pacientes possam ser atendidos em locais especializados para crianças traqueostomizadas e, segundo, para que as famílias sejam bem assistidas.

Qual a principal mudança que precisa acontecer no SUS para que haja um melhor atendimento a essas crianças?

Ter profissionais especializados e treinados para casos de traqueostomia. É um procedimento delicado, que exige cuidados especiais e, depois de realizado, é preciso ter continuidade para não haver complicações. Isso se estende aos médicos e às famílias que terão os cuidados de higiene em casa. 

Quais as consequências do mau cuidado?

Em boa parte dos casos, a criança não precisa passar por um longo período de tempo com a traqueostomia. Entretanto, isso depende de todos os cuidados pelos quais ela passará, após receber alta no hospital. Os cuidados não terminam no hospital – muito pelo contrário – só começam. E, quanto melhor eles forem, mais rapidamente a criança terá a recuperação tão desejada.

Dia Nacional da Criança Traqueostomizada

Recentemente, foi sancionada a Lei 14.249, de 2021, que institui 18 de fevereiro como Dia Nacional da Criança Traqueostomizada. Definido pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), em parceria com a ABOPE (Academia Brasileira de Otorrinolaringologia Pediátrica) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), o primeiro consenso nacional com recomendações para o tratamento de crianças traqueostomizadas aconteceu em 2017.

De acordo com a nova lei, a data será dedicada a atividades intersetoriais para a promoção de ações de conscientização e de esclarecimento sobre cuidados necessários com as crianças traqueostomizadas. 

 

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