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Formado pela Escola Paulista de Medicina, atual UNIFESP, em 1961, e tendo estagiado na otorrinolaringologia da mesma escola, Dr. Orozimbo Alves da Costa Filho participou, após concurso, como “research fellow” no Departamento de Otorrinolaringologia da Washington University School of Medicine (St. Louis, EUA) sob chefia de T. Walsh J. Ogura; onde teve a oportunidade de acompanhar pesquisas em otologia, bem como os aspectos mais modernos da clínica e cirurgia otorrinolaringológicas. 

Posteriormente, como “research special fellow” do National Institute of Health, também dos Estados Unidos, foi para a Universidade de Gotemburgo, na Suécia, onde permaneceu por um ano pesquisando sob a orientação do professor P-I Brånemark, conhecido internacionalmente pelas suas contribuições originais na microscopia intravital da microcirculação de tecidos e da osteointegração. 

Posteriormente, participou também de atividades de pesquisa sobre a microcirculação da cóclea no Kresge Hearing Research Institute (University of Michigan, Ann Arbor) com o professor J. Miller. “Logo após minha volta ao Brasil, em fins da década de 1960, fui convidado a participar da Clínica Otorrinolaringológica da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, sob as chefias de J. Rezende Barbosa e Mauro Candido de Souza Dias”, relembra Dr. Orozimbo. 

Há 50 anos, na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, exerceu várias atividades docentes: professor de graduação e pós-graduação de Medicina e Fonoaudiologia, tendo publicado trabalhos científicos e orientado teses. “Fui ainda chefe de otorrinolaringologia na Faculdade de Medicina de Sorocaba (PUC-SP), onde organizei a residência médica em otorrinolaringologia. Em 1989, eu e minha esposa, a Prof. Dra. Maria Cecília Bevilacqua, fomos convidados pelo superintendente do Hospital de Reabilitação das Anomalias Craniofaciais de Bauru (HRAC-USP), Prof. Dr. Gastão, para organizar um serviço de diagnóstico e tratamento da surdez”, relata o especialista. 

Para executar tal desafio, uma equipe multiprofissional foi constituída e houve a criação do Centro de Pesquisas Audiológicas (CPA). Em seguida, já no ano de 1990, a equipe realizou o primeiro implante multicanal do Brasil. “A atuação do grupo de Bauru na produção de protocolos e na indicação, realização e reabilitação do paciente após cirurgia de implante coclear trouxe subsídios para o Ministério da Saúde e, posteriormente, ao Sistema Único de Saúde. O HRAC da USP de Bauru, até o ano de 2020, já havia realizado duas mil cirurgias de implante coclear”, orgulha-se. 

Quando questionado sobre as mudanças mais significativas na evolução da especialidade, Dr. Orozimbo destaca a evolução da fenestração para a estapedectomia no tratamento cirúrgico da otosclerose, o desenvolvimento cirúrgico das timpanoplastias, a cirurgia microscópica dos neuromas e tumores do temporal, os implantes cocleares multicanais e de tronco encefálico, os aparelhos osteointegrados para tratamento cirúrgico das perdas auditivas condutivas e mistas, e a evolução dos recursos audiológicos para diagnósticos das deficiências auditivas e em otoneurologia, tais como potenciais evocados e emissões otoacústicas. 

Sobre as principais novidades que deveremos testemunhar nos próximos anos, o profissional ressalta, especificamente na otologia, estudos realizados em vários laboratórios, como da Universidade de Harvard, focados na sinaptopatia coclear em casos de presbiacusia e exposição a ruído, os quais sugerem eventuais tratamentos com drogas farmacológicas. “Já quanto aos implantes cocleares, destaco pesquisas direcionadas à estimulação óptica das fibras nervosas e células ganglionares, por meio de infravermelho e estimulação neural optogênica”, aponta o especialista. 

Dr. Orozimbo mostra-se satisfeito com a otorrinolaringologia praticada no Brasil em relação à desenvolvida no resto do mundo. “A otorrinolaringologia brasileira é atualizada e muito competente. O conteúdo programático dos congressos, simpósios e cursos revelam quão avançado estamos em relação aos demais países de referência para a especialidade”, conclui. 

A atuação da equipe do Hospital de Reabilitação das Anomalias Craniofaciais de Bauru na produção de protocolos, indicação, realização e reabilitação de pacientes após cirurgia de implante coclear trouxe subsídios para o Ministério da Saúde e, posteriormente, ao Sistema Único de Saúde. Até o ano de 2020, o HRAC já havia realizado duas mil cirurgias de implante coclear. Dr. Orozimbo Alves da Costa Filho.

Texto originalmente escrito por Renato Gutierrez e disponível na edição 181 da revista digital Vox Otorrino.

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